evasão escolar

Evasão escolar: você tem se atentado à essa questão?

A evasão escolar é um problema comum e grave que atinge boa parte das escolas brasileiras. De acordo com uma pesquisa realizada pelo movimento Todos Pela Educação com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilios (Pnad), em 2015, 2,8 milhões de crianças e adolescentes estão fora da sala de aula.

Nesse cenário, muitas variáveis podem impactar o adolescente em sua decisão de abandonar a escola – que deve estar preparada para identificar potenciais desistentes e traçar estratégias para reter o aluno na instituição.

Continue acompanhando este artigo e confira quais são as razões mais comuns da evasão escolar e como é possível reverter esse quadro.

Por que eles desistem?

Os contextos que podem levar o aluno a desistir da escola são inúmeros, passando por crises familiares, problemas financeiros, bullying, doenças, iniciação no trabalho, entre muitas outras causas. Porém, nos últimos anos, notou-se que a razão mais comum da evasão escolar entre jovens de 15 a 17 anos era ainda mais preocupante: os estudantes haviam perdido o interesse em aprender – uma tendência que se confirmou após a avaliação dos dados do Pnad em 2006.

O impacto desse diagnóstico soou como um alerta para pedagogos, professores, gestores e todos os envolvidos na comunidade escolar: é mandatória a necessidade de reavaliação curricular e de metodologias de ensino, cujo formato muitas vezes se limita a um professor palestrando sobre sua matéria para alunos desinteressados e desestimulados a aprender.

Por esse motivo, especialmente nas últimas décadas, tem se observado uma revolução nos planos de ensino com o objetivo de engajar os alunos a ser parte ativa do processo de aprendizagem considerando as particularidades dessa geração – como o fato de estarem sempre conectados – como vantagens para o seu desenvolvimento escolar.

Evasão escolar: saídas para solucionar essa questão

A evasão escolar é a última etapa de um processo de desajuste do aluno, que demonstra diversos sinais de desmotivação ao longo do tempo. Faltas frequentes, indisciplina, falta de interesse em realizar tarefas e trabalhos, entre muitos outros fatores, acabam por culminar na desistência do estudante.

Dessa forma, a escola precisa se antecipar e planejar ações antes do início das aulas e discuti-las ao longo do ano. Engajar o aluno para que prossiga com sua atividade escolar envolve, principalmente, tornar o conteúdo mais atraente e conectado com a realidade dos jovens.

Inserir recursos tecnológicos no processo de aprendizagem, estimulando a busca autônoma pelo conhecimento, disponibilizar atenção para o aluno de forma personalizada – especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades na aprendizagem –, buscar, se possível, o apoio familiar e contar com a ajuda de psicólogos e psicopedagogos para identificar e trabalhar as questões dos estudantes são táticas que podem ser bastante eficientes para controlar os índices de evasão escolar.

O que fazer quando o aluno já desistiu de frequentar as aulas?

Em alguns casos, mesmo com todas as medidas planejadas pela escola para conter a evasão escolar e ainda que o aluno tenha recebido atenção individual, ele pode efetivamente deixar de frequentar as aulas. Nesse ponto, o envolvimento da família no processo torna-se fundamental, já que a escola pode acompanhar de perto qual o contexto de vida do aluno e entender quais foram os motivadores que culminaram na desistência da vida escolar. Se nada disso resolver, é possível que a instituição acione o Conselho Tutelar ou o Ministério Público, que entrará em contato com os responsáveis para garantir que o direito à educação assegurado para toda criança e adolescente seja cumprido.

Queremos saber sua experiência! Sua instituição enfrenta ou já enfrentou questões relacionadas à evasão escolar? Quais medidas têm sido mais eficazes para contê-la? Conte pra gente nos comentários!

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