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Como transformar alunos desconectados em pessoas mais engajadas

Como transformar alunos desconectados em pessoas mais engajadas

Com a facilidade de acesso às tecnologias e à informação nos dias de hoje, o professor encontra cada vez mais dificuldades em despertar o interesse e engajar a participação dos alunos em aula – principalmente daqueles que vivem conectados virtualmente e desconectados do mundo real.

É preocupante ter alunos assim, não só pela falta de interesse escolar, mas também pelo pouco engajamento, empatia e preocupação social.

Existe alguma maneira de transformar esses alunos em pessoas engajadas? Professor ou escola podem ou devem ajudar seus alunos nessa questão? Já foram criados métodos que podem ser aplicados em sala de aula e escola para mudar esse cenário?

A resposta para todas essas perguntas é sim! Veja algumas estratégias que podem lhe auxiliar nestas questões:

1. Utilize a tecnologia como aliada

O desenvolvimento da tecnologia aumentou. Além da quantidade de informação disponível, as opções de diversão e hobbies mudaram os principais interesses das crianças. Diante desse cenário, é importante que haja modificações e modernizações no projeto pedagógico com o intuito de despertar o interesse dos alunos pela aula e pelo que o professor tem a oferecer. Mas como e por onde começar?

Primeiro, uma sala de aula que conta com computador com acesso à internet, datashow e caixas de som possibilitam que o professor tenha ferramentas para ministrar aulas dentro da realidade conectada do aluno. Com o simples uso desse equipamento, a chance do aluno se engajar na aula é maior. Nesse cenário, o professor pode, por exemplo, utilizar um vídeo no Youtube para complementar uma ideia apresentada na aula ou iniciar uma reflexão sobre determinado assunto.

Outra técnica, que surgiu recentemente e tem ganhado adeptos em todas as áreas, é a chamada gamificação. Ela está relacionada ao uso de ideias e mecanismos de jogos em diferentes contextos, inclusive o educacional, para ensinar e entreter. Por meio dela é possível transformar a rotina de estudos e fazer com que os alunos se sintam mais dispostos às tarefas e desafios que cada contexto exige.

A lógica de gamificação é baseada em um sistema de desafios e acúmulos de pontos ou desbloqueio de recompensas. Os desafios são sempre de acordo com o nível do aluno – propondo tarefas capazes de serem cumpridas, mas que exigem o máximo de esforço da pessoa – assim ele se sente muito mais motivado a continuar aprendendo e correndo atrás de bons resultados.

O processo de aprendizado é constante e o aluno consegue superar desafios, ter feedbacks mais rápidos e ver sua evolução.

E como implementar essa técnica na escola?

Existem diversos aplicativos e plataformas online que fornecem estratégias utilizadas em jogos, algumas até mesmo separam o conteúdo por disciplina. A escola pode implementar o uso de uma plataforma desse tipo e incentivar seus professores e alunos a utilizarem.

O professor também pode aplicar essa técnica em sala de aula por meio de jogos, gincanas, ou sistemas de pontuação que incentive o aluno a participar em sala, entregar atividades, realizar boas ações ligadas ao comportamento etc.

2. Modifique o método de aplicação das aulas

Uma aula que propõe o método de explicação e anotações na lousa, com pouco espaço para participação, tende a ter pouco engajamento dos alunos. Para isso, mudar o método de ministrar a aula pode ser de grande ajuda.

3. Crie espaços de comunicação e interação

Possibilitar diálogos e debates construtivos em sala é um grande primeiro passo para que o aluno se sinta agente ativo do seu processo de aprendizagem. Além de criar um bom vínculo entre aluno e professor, essa prática permite que o aluno desenvolva sua capacidade discursiva e crítica ao expor e defender suas opiniões.

4. Modifique o método de avaliação

Muitos alunos (e pais) ficam tão preocupados com notas que acabam se esquecendo que elas servem apenas como uma ferramenta de avaliação da qualidade do aprendizado. Assim, alunos acabam decorando a matéria para a prova e esquecem logo em seguida. Busque propor trabalhos em grupo, de preferência com mais de uma etapa para um melhor desenvolvimento das habilidades de cada um, e faça avaliações individuais baseadas nos avanços e comprometimento do aluno com a elaboração do projeto.

5. Ajude os alunos a colocarem seus conhecimentos em prática

Ao mesmo tempo que os alunos têm mais acesso às informações, eles têm menos tempo para absorvê-las e, consequentemente, dificuldade em aplicá-las no seu cotidiano. Buscar maneiras de ajudar seu aluno a colocar em prática o conhecimento adquirido é uma ótima forma de promover o engajamento deles na sala de aula. Busque também mecanismos para que ele aprenda empiricamente. O professor pode, por exemplo, incentivá-lo a associar e aplicar os conceitos aprendidos em biologia assistindo uma série médica.

6. Busque promover a interdisciplinaridade

A interação de disciplinas diversas é uma forma de melhorar a capacidade de reflexão do aluno e aproximar os estudos da realidade, em que tudo se encontra ligado (como uma unidade) e não separadamente como fazem as matérias escolares.

Interdisciplinaridade é a grande aposta de inovação no sistema de ensino. Promova uma interação entre o seu corpo docente e incentive-os a trabalharem juntos.

7. Busque o engajamento dos pais no processo

Por fim, o engajamento da família é primordial para o desenvolvimento do jovem como cidadão. Nesse aspecto se confunde muito o que é papel da escola e o que é papel dos pais, tornando-se imprescindível um trabalho conjunto das duas partes para uma boa formação da criança.

Busque diálogos saudáveis com os pais, ouça o que eles têm a dizer – às vezes, suas ideias podem ser a solução de algum problema recorrente. Além disso, promova reuniões em horários que os pais possam comparecer, ofereça meios que facilitem o contato, promova eventos e inclua a participação da família neles.

Enfim, há muitas estratégias para que os pais se engajem nesse processo, o importante é que a escola saiba que a família não está ali para interferir no seu papel de educador, e vice-versa, e sim para promover uma boa educação dos alunos/filhos.

 

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