A geração dos distraídos!

A tecnologia é uma maravilha! Basta ter um smartphone, tablet, notebook ou o que mais for possível conectar à internet hoje em dia para se ter acesso ao mundo de informações. Sem contar a rapidez com que se pode conversar com alguém que está no mesmo prédio ou até a milhares de quilômetros de distância.

Em sala de aula, principalmente as de faculdades e pós-graduação, é aquele festival de gente com o notebook aberto, anotando religiosamente os tópicos mais importantes de tudo o que o professor explica…

…só que não.

Como nem tudo no mundo é perfeito, esse festival de informações e gadgets tinha que causar alguma situação. Nunca se viu tanta luzinha piscando, tantas notificações, mensagens e timelines para rolar sem compromisso, e isso está criando uma geração inteira de distraídos.

Você provavelmente já viu por aí gente sentada em frente à TV enquanto confere qualquer coisa no celular, ouvindo música e comendo um pastel. Para alguns, fazer tudo ao mesmo tempo é uma habilidade, um dom desenvolvido por esses jovens ligados na tomada. Mas não é bem assim.

Em um artigo publicado no The Conversation e traduzido pelo site da revista Galileu, o professor de Políticas Públicas na University of Maryland, John Rennie Short, apresenta resultados de pesquisas que mostraram exatamente o contrário. Segundo o texto, os “multitasks”, ou a turma que faz tudo ao mesmo tempo, tende a não fazer nada muito bem.

Eles geralmente tem menor performance em testes de reconhecimento de padrões ou de memória, bem como são mais suscetíveis a informações irrelevantes. Nem precisa dizer o efeito disso no processo de ensino aprendizagem, mas só a título de curiosidade outro estudo afirmaria que aquele pessoal do notebook ligado na aula tende a ter um desempenho melhor quando está desplugado.

Como desligar

Percebendo isso, muitas faculdades chegaram a banir o uso de equipamentos eletrônicos pelos alunos durante a aula. Resolve, mas também costuma gerar muita choradeira. Não existe uma solução fácil para esta questão, mas o diálogo entre professores e alunos sobre as consequências das distrações e formas de contorná-las pode ser um bom começo.

Individualmente, a dica é desacelerar, o que não exige necessariamente que você esconda seu smartphone. Apenas faça uma coisa importante de cada vez.

Por exemplo: só leia e-mails quando você decidir consultar sua caixa de entrada. Reserve o tempo que julgar apropriado na sua agenda só para as redes sociais, de acordo com o tipo de uso que você faz de cada uma delas – inclusive o WhatsApp. Faça o mesmo com outras tarefas online, como ler notícias, e quando decidir assistir TV, SÓ assista TV, e isso vale para todo o resto, de cozinhar a ler um livro.

Tente, e se curtir a experiência compartilhe, de preferência pessoalmente.

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